Brasil, um lugar com tantas belezas
Que merecem ser mantidas
Como belas orquídeas.
Tem belezas variadas
Das mais simples às mais sofisticadas
Mas por que não são preservadas?
Belas praias se tornarão
Tremenda poluição
Como animais em extinção.
Belezas que não são poupadas
Acabam sendo destruídas
Como cartas queimadas.
Para acondicionar belezas
Todos devem ter conscientização
E quem não seguir, deve ter punição.
Autora: Jéssika Melo, estudante do 1º Ano do Ensino Médio
Blog destinado à exposição de textos em prosa ou em verso produzidos pelos alunos do Ensino Médio do Colégio Incentivo. O objetivo é postar textos dos mais variados gêneros discursivos utilizando a internet como suporte. Aqui você encontrará a palavra desdobrada em textos argumentativos, narrativas, contos, crônicas, cartas, poesias, reportagens, artigos e entrevistas. Este é um espaço da produção escolar que se lança no virtual afora. Esperamos um comentário de você que nos visita. Boa leitura!
Vote em um tema!
Vote em um tema!
Quais temas você considera mais interessantes para nossas discussões? Escolha um de cada bloco.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Entrevista com a Secretária de Ação Social de São José, Lurian Lula da Silva
Os alunos do 1º Ano do Ensino Médio entrevistaram Lurian Lula da Silva, filha do Presidente da República e Secretária de Ação Social de São José. Confiram:
[ALUNOS] Qual o seu cargo dentro da Prefeitura de São José? Qual sua função nele?
[LURIAN] Eu estou hoje na Secretaria de Ação Social e minha função é múltipla. Têm umas secretárias que ficam nas suas mesas só mandando outros cumprirem tarefas, mas eu não posso, eu fico na janela espionando, eu desço, eu me meto em tudo para fazer o melhor que eu posso aqui.
[ALUNOS] Estando hoje na Secretaria de Ação Social, como você vê as políticas sociais implantadas por este governo?
[LURIAN] Federal, Municipal? Municipal... Então, é assim, a gente pegou essa gestão há nove meses, é meio que um recomeço, estava meio que parado alguns começos com o governo federal, porque todo mundo valoriza muito esta gestão, essa gestão do governo federal que existe hoje desde 2003. É um governo que valoriza muito essa questão social, desde o combate à fome, a educação, os direitos da mulher. Secretaria Social é interdisciplinar? É um governo que não está só preocupado em fazer obras. Obras são importantes? Sim, são importantes. O prefeito Djalma está preocupado especificamente com eles, os jovens, porque o PT (Partido dos Trabalhadores) é um partido socialista, não é? Infelizmente, hoje o que o município arrecada não permite que ele faça tudo o que ele gostaria de fazer. Mas eu acredito que nós pegamos na estaca zero. A partir do próximo ano nosso orçamento irá melhorar e espero que até o final da candidatura (do mandato) do prefeito Djalma, deixaremos um mandato exemplar e sem nenhuma carência.
[ALUNOS] Você acha que a Secretaria de Ação Social de São José está atendendo as necessidades da população?
[LURIAN] Olha, é uma situação muito complicada. A gente faz o que pode para olhar o povo como ele deve ser olhado, isso já faz um grande diferencial. É isso que temos feito aqui em São José.
[ALUNOS] Qual a saída para amenizar a desigualdade social?
[LURIAN] Conscientizar a população em todos os sentidos, por exemplo, quando alguém parar num sinal e não fechar o vidro na cara das crianças e das pessoas que trabalham ali já é um bom começo.
Por Amanda, Amabily, Bruna, Elço, Jean Carlos e Thiago
[ALUNOS] Qual o seu cargo dentro da Prefeitura de São José? Qual sua função nele?
[LURIAN] Eu estou hoje na Secretaria de Ação Social e minha função é múltipla. Têm umas secretárias que ficam nas suas mesas só mandando outros cumprirem tarefas, mas eu não posso, eu fico na janela espionando, eu desço, eu me meto em tudo para fazer o melhor que eu posso aqui.
[ALUNOS] Estando hoje na Secretaria de Ação Social, como você vê as políticas sociais implantadas por este governo?
[LURIAN] Federal, Municipal? Municipal... Então, é assim, a gente pegou essa gestão há nove meses, é meio que um recomeço, estava meio que parado alguns começos com o governo federal, porque todo mundo valoriza muito esta gestão, essa gestão do governo federal que existe hoje desde 2003. É um governo que valoriza muito essa questão social, desde o combate à fome, a educação, os direitos da mulher. Secretaria Social é interdisciplinar? É um governo que não está só preocupado em fazer obras. Obras são importantes? Sim, são importantes. O prefeito Djalma está preocupado especificamente com eles, os jovens, porque o PT (Partido dos Trabalhadores) é um partido socialista, não é? Infelizmente, hoje o que o município arrecada não permite que ele faça tudo o que ele gostaria de fazer. Mas eu acredito que nós pegamos na estaca zero. A partir do próximo ano nosso orçamento irá melhorar e espero que até o final da candidatura (do mandato) do prefeito Djalma, deixaremos um mandato exemplar e sem nenhuma carência.
[ALUNOS] Você acha que a Secretaria de Ação Social de São José está atendendo as necessidades da população?
[LURIAN] Olha, é uma situação muito complicada. A gente faz o que pode para olhar o povo como ele deve ser olhado, isso já faz um grande diferencial. É isso que temos feito aqui em São José.
[ALUNOS] Qual a saída para amenizar a desigualdade social?
[LURIAN] Conscientizar a população em todos os sentidos, por exemplo, quando alguém parar num sinal e não fechar o vidro na cara das crianças e das pessoas que trabalham ali já é um bom começo.
Por Amanda, Amabily, Bruna, Elço, Jean Carlos e Thiago
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Estudo da obra: Eles não usam Black tie (1958) - Gianfrancesco Guarnieri
- Obra da geração modernista (3ª fase);
- Peça em três atos e seis quadros:
1º Ato: Atenção na marcação das rubricas: (Barraco de Romana. Mesa ao centro. Um pequeno fogareiro, cômoda, caixotes servem de bancos. Há apenas uma cadeira. Dois colchões onde dormem Chiquinho e Tião).
2º Ato: O grande tema que emerge é a questão da greve (início da tensão da peça).
3º Ato: Inicia com a saída de Tião e de Otávio para irem ao trabalho. Este ato apresenta efetivamente o desenrolar e o desfecho da greve.
- Apesar de a peça enfocar o choque entre duas gerações, representadas por Tião e por Otávio, o protagonista é o filho Tião, fruto de um discurso “revolucionário e marxista” praticamente frustrado.
- Eles não usam black-tie situa-se numa favela, nos anos 50, e tem como tema a greve, e ao lado da greve a peça tem como pano de fundo um debate sobre as grandes verdades eternas, reflexões universais sobre a frágil condição humana, sobre os homens e seus conflitos. É a história de um choque entre pai e filho com posições ideológicas e morais completamente opostas e divergentes, o que, por sinal, dá a tônica dramática ao texto.
- Na realidade, Tião não tem medo do confronto com o inimigo. O seu medo é outro, é o grande medo de toda a sociedade, o medo de ser pobre, por isso quer subir na vida e deixar para trás a condição difícil e miserável do morro, que, por sinal, é desafiada cotidianamente pela coragem e bravura de Romana, sua mãe, mulher de pulso e determinação e responsável pelo equilíbrio da casa e da família.
- Eles não usam black-tie é um texto político e social, sempre atual no qual Gianfracesco Guarnieri criou de um lado, personagens marcantes e populares como Terezinha, Chiquinho, Dalvinha e Jesuíno que nos revelam um mundo alegre, descontraído e aparentemente feliz. Já por outro lado a peça se apresenta forte e densa revelando de maneira real os conflitos que atormentam personagens como Otávio, Romana, Tião, Maria e Bráulio. São tais encontros e são esses momentos alegres e comoventes , que nos provocam o riso e a dor, alegria e tristeza. Assim, se por um lado mostra um olhar profundo dentro da sociedade brasileira, por outro esse olhar vem embalado por um valor poético materializado na visão romântica do mundo de seus personagens.
- A temática não é política, muito menos panfletária. O que discorre são relações de amor, solidariedade e esperança diante dos percalços de uma vida miserável. Assim, a peça alia temas como greve e vida operária com preocupações e reflexões universais do ser humano. Sob o olhar de Karl Marx, em um retrato iluminado por um feixe de luz na parede do cenário, o debate entre a coletividade e o individualismo, simultaneamente cru e sensível, vai crescendo.
- Foi com a encenação de Eles não usam black-tie, que se iniciou uma produção sistemática e crítica de textos dispostos a representar as classes subalternas, com ênfase para a representação do proletariado. Nesse sentido, a peça de Guarnieri insere-se num quadro que se ampliou a partir da década de 1950, quando surgiu uma dramaturgia com preocupações ligadas à representação de uma camada específica da sociedade brasileira e, para além disso, em busca da construção de uma identidade nacional pautada em variedades culturais internas.
- A linguagem acompanha fielmente a descrição natural da favela. As cenas de maior gravidade se alternam com os diálogos de saboroso coloquialismo, que mantém a peça em permanente vibração.
- Eles não usam Black tie foi adaptada para o cinema em 1981. No lugar de cenários pomposos e figurinos luxuosos, ficaram apenas os elementos de cena indispensáveis. Ao invés de personagens ricos e nobres, operários e moradores do morro tomaram o palco. Ali, em plenos anos 50, negros eram cidadãos comuns. Pela primeira vez, os conflitos da realidade brasileira ganhavam espaço na caixa cênica.
- Peça em três atos e seis quadros:
1º Ato: Atenção na marcação das rubricas: (Barraco de Romana. Mesa ao centro. Um pequeno fogareiro, cômoda, caixotes servem de bancos. Há apenas uma cadeira. Dois colchões onde dormem Chiquinho e Tião).
2º Ato: O grande tema que emerge é a questão da greve (início da tensão da peça).
3º Ato: Inicia com a saída de Tião e de Otávio para irem ao trabalho. Este ato apresenta efetivamente o desenrolar e o desfecho da greve.
- Apesar de a peça enfocar o choque entre duas gerações, representadas por Tião e por Otávio, o protagonista é o filho Tião, fruto de um discurso “revolucionário e marxista” praticamente frustrado.
- Eles não usam black-tie situa-se numa favela, nos anos 50, e tem como tema a greve, e ao lado da greve a peça tem como pano de fundo um debate sobre as grandes verdades eternas, reflexões universais sobre a frágil condição humana, sobre os homens e seus conflitos. É a história de um choque entre pai e filho com posições ideológicas e morais completamente opostas e divergentes, o que, por sinal, dá a tônica dramática ao texto.
- Na realidade, Tião não tem medo do confronto com o inimigo. O seu medo é outro, é o grande medo de toda a sociedade, o medo de ser pobre, por isso quer subir na vida e deixar para trás a condição difícil e miserável do morro, que, por sinal, é desafiada cotidianamente pela coragem e bravura de Romana, sua mãe, mulher de pulso e determinação e responsável pelo equilíbrio da casa e da família.
- Eles não usam black-tie é um texto político e social, sempre atual no qual Gianfracesco Guarnieri criou de um lado, personagens marcantes e populares como Terezinha, Chiquinho, Dalvinha e Jesuíno que nos revelam um mundo alegre, descontraído e aparentemente feliz. Já por outro lado a peça se apresenta forte e densa revelando de maneira real os conflitos que atormentam personagens como Otávio, Romana, Tião, Maria e Bráulio. São tais encontros e são esses momentos alegres e comoventes , que nos provocam o riso e a dor, alegria e tristeza. Assim, se por um lado mostra um olhar profundo dentro da sociedade brasileira, por outro esse olhar vem embalado por um valor poético materializado na visão romântica do mundo de seus personagens.
- A temática não é política, muito menos panfletária. O que discorre são relações de amor, solidariedade e esperança diante dos percalços de uma vida miserável. Assim, a peça alia temas como greve e vida operária com preocupações e reflexões universais do ser humano. Sob o olhar de Karl Marx, em um retrato iluminado por um feixe de luz na parede do cenário, o debate entre a coletividade e o individualismo, simultaneamente cru e sensível, vai crescendo.
- Foi com a encenação de Eles não usam black-tie, que se iniciou uma produção sistemática e crítica de textos dispostos a representar as classes subalternas, com ênfase para a representação do proletariado. Nesse sentido, a peça de Guarnieri insere-se num quadro que se ampliou a partir da década de 1950, quando surgiu uma dramaturgia com preocupações ligadas à representação de uma camada específica da sociedade brasileira e, para além disso, em busca da construção de uma identidade nacional pautada em variedades culturais internas.
- A linguagem acompanha fielmente a descrição natural da favela. As cenas de maior gravidade se alternam com os diálogos de saboroso coloquialismo, que mantém a peça em permanente vibração.
- Eles não usam Black tie foi adaptada para o cinema em 1981. No lugar de cenários pomposos e figurinos luxuosos, ficaram apenas os elementos de cena indispensáveis. Ao invés de personagens ricos e nobres, operários e moradores do morro tomaram o palco. Ali, em plenos anos 50, negros eram cidadãos comuns. Pela primeira vez, os conflitos da realidade brasileira ganhavam espaço na caixa cênica.
Estudo da obra: 13 Cascaes (2008), de Flávio José Cardozo e Salim Miguel (organizadores)
- A obra constitui-se numa compilação de treze contos de autoria diversa e enquadra-se na literatura modernista, de estilo contemporâneo;
- Há um personagem comum em todos os contos: a figura de Franklin Joaquim Cascaes, nascido em Itaguaçu no dia 16 de Outubro de 1908 e falecido no dia 15 de Março de 1983. A importância desta obra reside no fato de seu foco incidir sobre um artista, folclorista e professor que dedicou parte de sua vida ao estudo e pesquisa das tradições da cultura popular dos habitantes da Ilha de Santa Catarina.
- Atualmente, o Museu de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina acolhe no seu acervo, manuscritos, documentos pessoais, esculturas, desenhos e centenas de acessórios artesanais que pertenceram a Franklin Cascaes.
Esboçamos abaixo as características mais importantes de alguns contos:
- Conto “O Presépio” (que trata do apagamento das tradições da ilha): falta de ponto no final dos parágrafos e falta de travessão para a fala dos personagens. Ex.: “Só sentiu-se mais calmo ao ver, cinquenta metros adiante, os dois seguranças deixarem um banco próximo ao monumento à Guerra do Paraguai, escondidos apenas para não participar da descarga e, sem o menor proveito, pensou, espertalhões, folgadinhos.” (p. 23).
- Narrador em terceira pessoa (no entanto, há uma voz em primeira pessoa que aparece uma única vez neste conto): “Ninguém arredou pé, isso eu posso jurar, prontos para auxiliar seus substitutos...” (p. 26).
- Conto “Uma noite de profunda insônia solitária”: narrativa em primeira pessoa (Franklin Cascaes aqui é o personagem Franque, de Franquelino);
- Conto “História praiana” (que trata da subserviência da mulher): “Tudo culpa das bruxas que vieram bagunçar a cabeça de nossas mulheres.” (p. 38). Neste conto, a bruxa assume a condição de mulher autônoma no patriarcado da família: quem se rebela é bruxa?
- Fagulhas biográficas de Franklin Cascaes no conto “Dois Bandolins”, cuja temática é a ausência da esposa Beth – Elizabeth Pavan Cascaes;
- Conto “O Abençoado”, escrito em terceira pessoa, põe em cena algumas bruxas que discutem o fim das tradições na sociedade moderna. “Ninguém quer saber de remédio de planta. Benzedura? Poucas velhas sabem alguma ainda. Nós vamos é desaparecer. E não é no ar, não. É deixar de existir mesmo.” (p. 60).
“A gente não queria ser lembrada? Pois aí está o menino [referência a Franklin Cascaes] que vai cuidar para que a gente não morra na memória das pessoas.” (p. 63).
- Conto “Ao entardecer” narra em primeira pessoa uma conversa de pescadores. Há um tom engajado do texto, com relação à preservação ambiental;
“Onofre não pode dizer que gosta das pequenas mudanças que o verão traz: turistas e alarido, corpos desnudos, costumes estranhos. Mas pressente que ainda vive um tempo bom. Seu amigo de nome estranho avisara sobre o que está por vir. Culpa do próprio homem, que derruba a mata, avança pelo mar com ganância, em seus braços potentes. ‘Veja os manguezais, verdadeiros criadores de peixes, onde eles desovam e se alimentam.’ Os manguezais estão sendo aterrados. Cada dia mais.” (p. 66).
- Conto “Talvez a primeira e última carta” retoma a lenda que diz que a sétima filha (de um total de sete mulheres) torna-se bruxa e o sétimo filho (de um total de sete homens) torna-se lobisomem. No caso de Santa e Benta (irmãs gêmeas), Benta pede para Cascaes mudar sua narrativa, já que ela era a oitava filha e não a sétima (logo, não era bruxa). O conto tem como interlocutor a pessoa de Franklin Cascaes e a estrutura é a de carta. Veja um trecho:
“Também não desconhece o senhor e tantos outros que, para a sétima filha mulher fugir do destino de bruxa, ou, como dizem, do fado bruxólico, a irmã mais velha tem que batizar a mais nova logo ao nascer. E isso não é o bastante: tem que ser batizada com o nome de Benta.” (p. 80).
- Conto “O folheto”, escrito em primeira pessoa, traz um curioso relato do narrador: “Quanto ao episódio das bruxas na baleeira, não falei nada até hoje com ninguém sobre isso, para evitar situações ridículas. Relato-o agora, pela primeira vez, a pedido dos amigos Flávio, Salim e Tércio, que o souberam recentemente em segredo, mas faço isso rezando para que ninguém acredite nele.” (p. 105).
- É interessante notar acima de tudo que em quase todos os contos perpassam relatos biográficos sobre Franklin Cascaes, por isso o livro pode ser tido como um importante acervo memorialístico acerca de uma figura importante da história da Ilha de Santa Catarina, a atual Florianópolis.
- Simbologia do número 13. Por que justamente 13 Cascaes? São treze os escritores catarinenses transformados em “cascaes”, no possível plural poético do substantivo “cascal”, que significa o mesmo que amontoado de conchas, casqueiro. Da mesma forma que há uma conotação mística (geralmente negativa) envolvendo o número 13, o título 13 Cascaes demonstra também o tom místico dos contos acerca da cultura popular da ilha e dos litorais de ascendência açoriana.
- Há um personagem comum em todos os contos: a figura de Franklin Joaquim Cascaes, nascido em Itaguaçu no dia 16 de Outubro de 1908 e falecido no dia 15 de Março de 1983. A importância desta obra reside no fato de seu foco incidir sobre um artista, folclorista e professor que dedicou parte de sua vida ao estudo e pesquisa das tradições da cultura popular dos habitantes da Ilha de Santa Catarina.
- Atualmente, o Museu de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina acolhe no seu acervo, manuscritos, documentos pessoais, esculturas, desenhos e centenas de acessórios artesanais que pertenceram a Franklin Cascaes.
Esboçamos abaixo as características mais importantes de alguns contos:
- Conto “O Presépio” (que trata do apagamento das tradições da ilha): falta de ponto no final dos parágrafos e falta de travessão para a fala dos personagens. Ex.: “Só sentiu-se mais calmo ao ver, cinquenta metros adiante, os dois seguranças deixarem um banco próximo ao monumento à Guerra do Paraguai, escondidos apenas para não participar da descarga e, sem o menor proveito, pensou, espertalhões, folgadinhos.” (p. 23).
- Narrador em terceira pessoa (no entanto, há uma voz em primeira pessoa que aparece uma única vez neste conto): “Ninguém arredou pé, isso eu posso jurar, prontos para auxiliar seus substitutos...” (p. 26).
- Conto “Uma noite de profunda insônia solitária”: narrativa em primeira pessoa (Franklin Cascaes aqui é o personagem Franque, de Franquelino);
- Conto “História praiana” (que trata da subserviência da mulher): “Tudo culpa das bruxas que vieram bagunçar a cabeça de nossas mulheres.” (p. 38). Neste conto, a bruxa assume a condição de mulher autônoma no patriarcado da família: quem se rebela é bruxa?
- Fagulhas biográficas de Franklin Cascaes no conto “Dois Bandolins”, cuja temática é a ausência da esposa Beth – Elizabeth Pavan Cascaes;
- Conto “O Abençoado”, escrito em terceira pessoa, põe em cena algumas bruxas que discutem o fim das tradições na sociedade moderna. “Ninguém quer saber de remédio de planta. Benzedura? Poucas velhas sabem alguma ainda. Nós vamos é desaparecer. E não é no ar, não. É deixar de existir mesmo.” (p. 60).
“A gente não queria ser lembrada? Pois aí está o menino [referência a Franklin Cascaes] que vai cuidar para que a gente não morra na memória das pessoas.” (p. 63).
- Conto “Ao entardecer” narra em primeira pessoa uma conversa de pescadores. Há um tom engajado do texto, com relação à preservação ambiental;
“Onofre não pode dizer que gosta das pequenas mudanças que o verão traz: turistas e alarido, corpos desnudos, costumes estranhos. Mas pressente que ainda vive um tempo bom. Seu amigo de nome estranho avisara sobre o que está por vir. Culpa do próprio homem, que derruba a mata, avança pelo mar com ganância, em seus braços potentes. ‘Veja os manguezais, verdadeiros criadores de peixes, onde eles desovam e se alimentam.’ Os manguezais estão sendo aterrados. Cada dia mais.” (p. 66).
- Conto “Talvez a primeira e última carta” retoma a lenda que diz que a sétima filha (de um total de sete mulheres) torna-se bruxa e o sétimo filho (de um total de sete homens) torna-se lobisomem. No caso de Santa e Benta (irmãs gêmeas), Benta pede para Cascaes mudar sua narrativa, já que ela era a oitava filha e não a sétima (logo, não era bruxa). O conto tem como interlocutor a pessoa de Franklin Cascaes e a estrutura é a de carta. Veja um trecho:
“Também não desconhece o senhor e tantos outros que, para a sétima filha mulher fugir do destino de bruxa, ou, como dizem, do fado bruxólico, a irmã mais velha tem que batizar a mais nova logo ao nascer. E isso não é o bastante: tem que ser batizada com o nome de Benta.” (p. 80).
- Conto “O folheto”, escrito em primeira pessoa, traz um curioso relato do narrador: “Quanto ao episódio das bruxas na baleeira, não falei nada até hoje com ninguém sobre isso, para evitar situações ridículas. Relato-o agora, pela primeira vez, a pedido dos amigos Flávio, Salim e Tércio, que o souberam recentemente em segredo, mas faço isso rezando para que ninguém acredite nele.” (p. 105).
- É interessante notar acima de tudo que em quase todos os contos perpassam relatos biográficos sobre Franklin Cascaes, por isso o livro pode ser tido como um importante acervo memorialístico acerca de uma figura importante da história da Ilha de Santa Catarina, a atual Florianópolis.
- Simbologia do número 13. Por que justamente 13 Cascaes? São treze os escritores catarinenses transformados em “cascaes”, no possível plural poético do substantivo “cascal”, que significa o mesmo que amontoado de conchas, casqueiro. Da mesma forma que há uma conotação mística (geralmente negativa) envolvendo o número 13, o título 13 Cascaes demonstra também o tom místico dos contos acerca da cultura popular da ilha e dos litorais de ascendência açoriana.
Estudo da obra: Macunaíma (1928), de Mário de Andrade
O BRASIL NA DÉCADA DE 20 – CONTEXTO HISTÓRICO
- República Velha e lutas contrárias ao governo da época (Tenentismo e Coluna Prestes);
- Crise da Bolsa de Valores de Nova York (1929) e abalo da economia brasileira, que estava calcada na produção de café;
- Grandes aglomerados urbanos (SP e RJ) e prosperação da indústria e do comércio;
- Criação do Partido Comunista Brasileiro (como reflexo dos acontecimentos da 1ª Guerra Mundial).
A SEMANA DE ARTE MODERNA (1922) E A PUBLICAÇÃO DE MACUNAÍMA
- A obra enquadra-se na 1ª fase do Modernismo Brasileiro;
- A Semana de Arte Moderna ocorrida em São Paulo utilizou, pela primeira vez, as ideias de Vanguarda da Europa (Cubismo, Surrealismo, Dadaísmo e Futurismo) e tinha como objetivo propor novos rumos para a arte;
- Estrutura da obra: foge ao modelo da narrativa tradicional (começo + meio + fim), já que o autor faz um recorte ao estilo cubista das lendas do Brasil. Há uma técnica de separação e costura (o autor retira uma lenda de um ambiente e a enquadra em outro);
- Além de apresentar traços cubistas, a obra baseia-se no processo onírico (próprio do Surrealismo), uma vez que as personagens aparecem imersas em lendas e realidades mágicas;
- O subtítulo da obra: “O herói sem nenhum caráter” define o caráter híbrido de Macunaíma (como fusão das etnias formadoras do povo brasileiro), bem como um anti-herói (diferente dos heróis das obras clássicas);
- No início da obra, já percebemos uma intertextualidade com a obra Iracema, de José de Alencar:
1. “Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da juti não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.”
2. “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.”
- Importância do Manifesto Antropófago (a obra Macunaíma concretiza todas as ideias lançadas no manifesto. A paradoxal mistura de individualismo e coletivismo encontra na personagem de Macunaíma a sua perfeita tradução);
- Macunaíma é chamado de rapsódia, por ser fruto de anos de pesquisa das lendas, mitos indígenas e folclóricos que o autor reúne, utilizando a linguagem popular e oral de várias regiões do Brasil;
- Sobre o caráter “erótico” da obra, afirmou Mário de Andrade: “Não podia tirar a documentação obscena das lendas. Uma coisa que não me surpreende porém ativa meus pensamentos é que em geral essas literaturas rapsódicas e religiosas são frequentemente pornográficas e em geral sensuais. Não careço de citar exemplos. Ora uma pornografia desorganizada é também da quotidianidade nacional. Paulo Prado, espírito sutil pra quem dedico este livro, vai salientar isso numa obra de que aproveito-me antecipadamente.”
- Ao mostrar uma “pornografia desorganizada”, Mário de Andrade desenha o mais verdadeiro retrato do Brasil e reinventa um outro herói nacional: o índio Peri, de José de Alencar;
- Carta pras Icamiabas: Macunaíma escreve uma carta destinada às suas súditas, descrevendo a cidade de São Paulo. Mário de Andrade inverte, aqui, o retrato dos cronistas, como Pero Vaz de Caminha. Agora é o índio quem descreve a terra desconhecida para seus pares distantes. Além disso, a carta, escrita em linguagem rebuscada, ironiza a linguagem beletrista dos parnasianos. (beletrismo = belas letras, escrever com erudição);
Oposição da obra em relação ao Romantismo:
- quanto à estrutura: Macunaíma apresenta uma estrutura liberta das normas tradicionais (como o romance);
- quanto ao patriotismo ornamental: Macunaíma não vangloria o sujeito brasileiro (veja-se que o personagem Macunaíma era uma criança feia);
- quanto ao uso da linguagem: em detrimento da linguagem rebuscada do Romantismo (e do Parnasianismo), Macunaíma apresenta uma linguagem coloquial.
FOCO NARRATIVO: Embora predomine o foco da terceira pessoa, Mário de Andrade inova utilizando a técnica cinematográfica de cortes bruscos no discurso do narrador, interrompendo-o para dar vez à fala das personagens, principalmente Macunaíma. Essa técnica imprime velocidade, simultaneidade e
continuidade à narrativa.
ESPAÇO: As estripulias sucessivas de Macunaíma são vividas num espaço mágico, próprio da atmosfera fantástica e maravilhosa em que se desenvolve a narrativa. Macunaíma
TEMPO: Macunaíma tem o caráter marginal, de um anti-herói, fora-da-lei, na medida em que se contrapõe a uma sociedade moderna, organizada em um sistema racional, frio e tecnológico. Assim, o tempo é totalmente subvertido na narrativa. O herói do presente entra em contato com figuras do passado, estabelecendo-se um curioso diálogo com os “mortos”.
- República Velha e lutas contrárias ao governo da época (Tenentismo e Coluna Prestes);
- Crise da Bolsa de Valores de Nova York (1929) e abalo da economia brasileira, que estava calcada na produção de café;
- Grandes aglomerados urbanos (SP e RJ) e prosperação da indústria e do comércio;
- Criação do Partido Comunista Brasileiro (como reflexo dos acontecimentos da 1ª Guerra Mundial).
A SEMANA DE ARTE MODERNA (1922) E A PUBLICAÇÃO DE MACUNAÍMA
- A obra enquadra-se na 1ª fase do Modernismo Brasileiro;
- A Semana de Arte Moderna ocorrida em São Paulo utilizou, pela primeira vez, as ideias de Vanguarda da Europa (Cubismo, Surrealismo, Dadaísmo e Futurismo) e tinha como objetivo propor novos rumos para a arte;
- Estrutura da obra: foge ao modelo da narrativa tradicional (começo + meio + fim), já que o autor faz um recorte ao estilo cubista das lendas do Brasil. Há uma técnica de separação e costura (o autor retira uma lenda de um ambiente e a enquadra em outro);
- Além de apresentar traços cubistas, a obra baseia-se no processo onírico (próprio do Surrealismo), uma vez que as personagens aparecem imersas em lendas e realidades mágicas;
- O subtítulo da obra: “O herói sem nenhum caráter” define o caráter híbrido de Macunaíma (como fusão das etnias formadoras do povo brasileiro), bem como um anti-herói (diferente dos heróis das obras clássicas);
- No início da obra, já percebemos uma intertextualidade com a obra Iracema, de José de Alencar:
1. “Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da juti não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.”
2. “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.”
- Importância do Manifesto Antropófago (a obra Macunaíma concretiza todas as ideias lançadas no manifesto. A paradoxal mistura de individualismo e coletivismo encontra na personagem de Macunaíma a sua perfeita tradução);
- Macunaíma é chamado de rapsódia, por ser fruto de anos de pesquisa das lendas, mitos indígenas e folclóricos que o autor reúne, utilizando a linguagem popular e oral de várias regiões do Brasil;
- Sobre o caráter “erótico” da obra, afirmou Mário de Andrade: “Não podia tirar a documentação obscena das lendas. Uma coisa que não me surpreende porém ativa meus pensamentos é que em geral essas literaturas rapsódicas e religiosas são frequentemente pornográficas e em geral sensuais. Não careço de citar exemplos. Ora uma pornografia desorganizada é também da quotidianidade nacional. Paulo Prado, espírito sutil pra quem dedico este livro, vai salientar isso numa obra de que aproveito-me antecipadamente.”
- Ao mostrar uma “pornografia desorganizada”, Mário de Andrade desenha o mais verdadeiro retrato do Brasil e reinventa um outro herói nacional: o índio Peri, de José de Alencar;
- Carta pras Icamiabas: Macunaíma escreve uma carta destinada às suas súditas, descrevendo a cidade de São Paulo. Mário de Andrade inverte, aqui, o retrato dos cronistas, como Pero Vaz de Caminha. Agora é o índio quem descreve a terra desconhecida para seus pares distantes. Além disso, a carta, escrita em linguagem rebuscada, ironiza a linguagem beletrista dos parnasianos. (beletrismo = belas letras, escrever com erudição);
Oposição da obra em relação ao Romantismo:
- quanto à estrutura: Macunaíma apresenta uma estrutura liberta das normas tradicionais (como o romance);
- quanto ao patriotismo ornamental: Macunaíma não vangloria o sujeito brasileiro (veja-se que o personagem Macunaíma era uma criança feia);
- quanto ao uso da linguagem: em detrimento da linguagem rebuscada do Romantismo (e do Parnasianismo), Macunaíma apresenta uma linguagem coloquial.
FOCO NARRATIVO: Embora predomine o foco da terceira pessoa, Mário de Andrade inova utilizando a técnica cinematográfica de cortes bruscos no discurso do narrador, interrompendo-o para dar vez à fala das personagens, principalmente Macunaíma. Essa técnica imprime velocidade, simultaneidade e
continuidade à narrativa.
ESPAÇO: As estripulias sucessivas de Macunaíma são vividas num espaço mágico, próprio da atmosfera fantástica e maravilhosa em que se desenvolve a narrativa. Macunaíma
TEMPO: Macunaíma tem o caráter marginal, de um anti-herói, fora-da-lei, na medida em que se contrapõe a uma sociedade moderna, organizada em um sistema racional, frio e tecnológico. Assim, o tempo é totalmente subvertido na narrativa. O herói do presente entra em contato com figuras do passado, estabelecendo-se um curioso diálogo com os “mortos”.
Estudo da obra: A vitrina de Luzbel (2008), de Aulo Sanford de Vasconcelos
- A obra enquadra-se na literatura modernista, de estilo contemporâneo;
- Principais personagens: Babão, os amigos (Cento e Um, Bodinho), Pardal (o policial), a prima Gigi, o esposo da prima (Agnelo, mais conhecido como Nelo), Astronildes (por quem Babão nutria algum interesse);
- O ambiente focalizado geralmente é a periferia, que abriga sujeitos próprios dos guetos, afeitos à bebida e ávidos por satisfazerem seus desejos sexuais. Por isso, a maioria dos personagens são sujeitos simples, que vivem nem sempre de acordo com as regras de conduta moral impostas pela sociedade.
- A obra narra a trajetória de Lupércio Odrigo Mendes, o protagonista. Mais conhecido como Babão, este personagem pode ser tido como um anti-herói, uma vez que aproveita-se de inúmeras oportunidades em prol de seus próprios interesses, sejam eles materiais ou sentimentais.
“Não raro faziam-se, para ele, muito tênues as fronteiras entre a mentira e a verdade, entre os sonhos e a vida real. Transitava por entre um e outro estado, real e virtual com extrema facilidade, confundindo-os como num mesmo plano monodimensional.” (p. 73)
Sobre o caráter leviano de Babão:
“E assim ia Babão levando a vida, de troca em troca, sendo por isso seguidamente censurado pelo pequeno Nelo [Agnelo, esposo de Gigi, por quem Babão nutria uma enorme obsessão], a quem esse tipo de comportamento leviano causava desagrado, não só o enxotando devido ao seu parentesco com a sua amada esposa.” (p. 35)
- Narrativa em terceira pessoa (por vezes, o narrador toma o ponto de vista de um dos personagens, utilizando o discurso indireto livre):
“Para outros, com certeza, a cadela teria se mostrado dócil e receptiva. Voltou a agarrá-la sem outra intenção senão a de abrandá-la, afinal ele não era nenhum leproso, então por que o seu histérico repúdio? Mas a danada era forte e resistiu, rolaram na areia entre as moitas daquela vegetação enfezada e áspera. Muito resistente, e possuída pela fúria de vários demônios, a vagabunda parecia decidida a sufocá-lo.” (p. 41)
“Ele não merecia as xingações por parte da ordinária e nem o seu repúdio. Claro que não merecia.” (p. 42)
- Tratamento machista dado às mulheres por parte dos personagens masculinos, inclusive Babão;
- Utilização de linguagem coloquial, expressões e termos chulos, beirando a vulgaridade:
“Babão odiou aquele capenga de uma figa [Bodinho], sentindo vontade de mandá-lo para a puta que o pariu.” (p. 15)
“Alguém o denunciara falsamente para aquele policial estúpido, e esse alguém se chamava Babão. Toda a merda vinha daí.” (p. 151)
“E o filho-da-puta então passou a desculpar-se, alegando não ter sido de propósito. Ora, como não teria sido de propósito?” (p. 21)
- Descrições de ações estranhas (veja o próprio nome das personagens do romance):
“Pardal abriu a braguilha. Vendo um enorme catarro colado no fundo da canaleta, ele imediatamente lhe dirigiu o jato de urina. Tratava-se de um catarro amarelo, gordo, infando, que não obstante continuou colado na superfície de metal resistindo aos impactos do mijo.” (p. 125)
-Linguagem com a utilização do pronome tu, que demarca o falar próprio dos habitantes do sul do país:
“Agora somos adultos, Bodinho. E ainda nem me contaste direito o que se passou. Conta-me exatamente o que houve.” (p. 17)
- À medida que a narrativa se desenvolve, o romance vai tomando ares de romance policial (pois Pardal, que trabalha no setor de homicídios da polícia, investiga os supostos crimes cometidos por Babão e por seus companheiros). Essa estrutura policialesca, que se estende do meio para o final do romance, é responsável por prender a atenção do leitor.
- A presença do escritor, o bancário Gumercindo Limeira, que reverencia suas imagens de mulheres nuas coladas na parede de seu apartamento. Além de devorador de livros, era também um injustiçado, pois ninguém reconhecia seu talento de escritor:
“Ele, Gumercindo, não saberia assim fluir de improviso, com tal verbosidade sacudida e tão ricamente adjetivada. Desempenhava o seu papel de uma outra maneira, em total silêncio, através de textos.” (p. 89)
- Principais personagens: Babão, os amigos (Cento e Um, Bodinho), Pardal (o policial), a prima Gigi, o esposo da prima (Agnelo, mais conhecido como Nelo), Astronildes (por quem Babão nutria algum interesse);
- O ambiente focalizado geralmente é a periferia, que abriga sujeitos próprios dos guetos, afeitos à bebida e ávidos por satisfazerem seus desejos sexuais. Por isso, a maioria dos personagens são sujeitos simples, que vivem nem sempre de acordo com as regras de conduta moral impostas pela sociedade.
- A obra narra a trajetória de Lupércio Odrigo Mendes, o protagonista. Mais conhecido como Babão, este personagem pode ser tido como um anti-herói, uma vez que aproveita-se de inúmeras oportunidades em prol de seus próprios interesses, sejam eles materiais ou sentimentais.
“Não raro faziam-se, para ele, muito tênues as fronteiras entre a mentira e a verdade, entre os sonhos e a vida real. Transitava por entre um e outro estado, real e virtual com extrema facilidade, confundindo-os como num mesmo plano monodimensional.” (p. 73)
Sobre o caráter leviano de Babão:
“E assim ia Babão levando a vida, de troca em troca, sendo por isso seguidamente censurado pelo pequeno Nelo [Agnelo, esposo de Gigi, por quem Babão nutria uma enorme obsessão], a quem esse tipo de comportamento leviano causava desagrado, não só o enxotando devido ao seu parentesco com a sua amada esposa.” (p. 35)
- Narrativa em terceira pessoa (por vezes, o narrador toma o ponto de vista de um dos personagens, utilizando o discurso indireto livre):
“Para outros, com certeza, a cadela teria se mostrado dócil e receptiva. Voltou a agarrá-la sem outra intenção senão a de abrandá-la, afinal ele não era nenhum leproso, então por que o seu histérico repúdio? Mas a danada era forte e resistiu, rolaram na areia entre as moitas daquela vegetação enfezada e áspera. Muito resistente, e possuída pela fúria de vários demônios, a vagabunda parecia decidida a sufocá-lo.” (p. 41)
“Ele não merecia as xingações por parte da ordinária e nem o seu repúdio. Claro que não merecia.” (p. 42)
- Tratamento machista dado às mulheres por parte dos personagens masculinos, inclusive Babão;
- Utilização de linguagem coloquial, expressões e termos chulos, beirando a vulgaridade:
“Babão odiou aquele capenga de uma figa [Bodinho], sentindo vontade de mandá-lo para a puta que o pariu.” (p. 15)
“Alguém o denunciara falsamente para aquele policial estúpido, e esse alguém se chamava Babão. Toda a merda vinha daí.” (p. 151)
“E o filho-da-puta então passou a desculpar-se, alegando não ter sido de propósito. Ora, como não teria sido de propósito?” (p. 21)
- Descrições de ações estranhas (veja o próprio nome das personagens do romance):
“Pardal abriu a braguilha. Vendo um enorme catarro colado no fundo da canaleta, ele imediatamente lhe dirigiu o jato de urina. Tratava-se de um catarro amarelo, gordo, infando, que não obstante continuou colado na superfície de metal resistindo aos impactos do mijo.” (p. 125)
-Linguagem com a utilização do pronome tu, que demarca o falar próprio dos habitantes do sul do país:
“Agora somos adultos, Bodinho. E ainda nem me contaste direito o que se passou. Conta-me exatamente o que houve.” (p. 17)
- À medida que a narrativa se desenvolve, o romance vai tomando ares de romance policial (pois Pardal, que trabalha no setor de homicídios da polícia, investiga os supostos crimes cometidos por Babão e por seus companheiros). Essa estrutura policialesca, que se estende do meio para o final do romance, é responsável por prender a atenção do leitor.
- A presença do escritor, o bancário Gumercindo Limeira, que reverencia suas imagens de mulheres nuas coladas na parede de seu apartamento. Além de devorador de livros, era também um injustiçado, pois ninguém reconhecia seu talento de escritor:
“Ele, Gumercindo, não saberia assim fluir de improviso, com tal verbosidade sacudida e tão ricamente adjetivada. Desempenhava o seu papel de uma outra maneira, em total silêncio, através de textos.” (p. 89)
ESTUDO DAS OBRAS DO VESTIBULAR UFSC 2010
OBRAS DO VESTIBULAR UFSC 2010
"Macunaíma", de Mário de Andrade
"A vitrina de Luzbel" – Aulo Sanford de Vasconcelos
"Eles não usam Blacktie" – Gian Francesco Guarnieri
"O homem que calculava" – Malba Tahan
"Treze Cascaes" – Adolfo Boss e outros
"O Presidente Negro" – Monteiro Lobato
"Antologia Poética ou Quintana de Bolso" – Mário Quintana
"Macunaíma", de Mário de Andrade
"A vitrina de Luzbel" – Aulo Sanford de Vasconcelos
"Eles não usam Blacktie" – Gian Francesco Guarnieri
"O homem que calculava" – Malba Tahan
"Treze Cascaes" – Adolfo Boss e outros
"O Presidente Negro" – Monteiro Lobato
"Antologia Poética ou Quintana de Bolso" – Mário Quintana
Um bom cidadão
Como tornar-se cidadão numa sociedade corrupta? Eis uma pergunta difícil de se responder. Muitos fazem essa pergunta para si próprios e nunca acham a resposta. Hoje, muito dizem que é necessário ser cidadão e ter cidadania, mas muitos não sabem o verdadeiro significado dessa palavra. A palavra cidadania, segundo o dicionário Aurélio, significa “a qualidade ou estado do cidadão”.
A corrupção é vista como uma praga, uma doença altamente transmissível e inerente ao campo político, mas passível de combate. Cabe aos “conformados” inconformarem-se e punir, quando não possível de forma jurídica, de forma social, com o exílio da representatividade política.
A corrupção moderna é outra. É verdade que, quando a França instituiu sua Primeira República, durante a Revolução, muitos sonham com Roma, talvez mais que com Atenas. Mas isso não dura. E já os EUA, ou antes dele a Inglaterra monárquica, mas constitucional, haviam-se aberto para uma república de exigências aliviadas. A corrupção continua, porém, como um tema republicano, passa a ter outro sentido, outro conteúdo. Ela ainda é o grande perigo para a República. Como esta valoriza o bem comum, todo desvio dele para o particular a ameaça. Mas essa ideia de corrupção é mais fraca que a antiga, pois é tida como o furto do patrimônio público.
Ora, isso faz esquecer que o bem público tem natureza distinta do bem particular ou da propriedade privada. Muitos se referem ao Estado como se fosse equivalente a um indivíduo ou empresa. Como isso, ficam na perspectiva patrimonialista. A democracia é amiga do combate à corrupção. Ainda que esta seja um tema controverso pela existência de uma diversidade muito grande de práticas de governo, em linhas gerais é bastante razoável que se pense que a longo prazo a democracia favorece a queda dos níveis de práticas corruptas.
Para um governo ser eficiente, para a democracia ser eficiente, as pessoas têm que confiar nos governantes e em sua legitimidade. Há, hoje, um sentimento generalizado de que todo mundo na política é corrupto. Isto é muito corrosivo, devastador para a construção de uma democracia, além de semear o campo para o autoritarismo, para golpes militares, para que os ditadores assumam sob o argumento de que vão acabar com a corrupção. Por isso, é importante que os governantes assumam determinadas posturas para que sejam dadas demonstrações de que o problema está sendo encarado.
Autora: Thaynara Laureci Sagás, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
A corrupção é vista como uma praga, uma doença altamente transmissível e inerente ao campo político, mas passível de combate. Cabe aos “conformados” inconformarem-se e punir, quando não possível de forma jurídica, de forma social, com o exílio da representatividade política.
A corrupção moderna é outra. É verdade que, quando a França instituiu sua Primeira República, durante a Revolução, muitos sonham com Roma, talvez mais que com Atenas. Mas isso não dura. E já os EUA, ou antes dele a Inglaterra monárquica, mas constitucional, haviam-se aberto para uma república de exigências aliviadas. A corrupção continua, porém, como um tema republicano, passa a ter outro sentido, outro conteúdo. Ela ainda é o grande perigo para a República. Como esta valoriza o bem comum, todo desvio dele para o particular a ameaça. Mas essa ideia de corrupção é mais fraca que a antiga, pois é tida como o furto do patrimônio público.
Ora, isso faz esquecer que o bem público tem natureza distinta do bem particular ou da propriedade privada. Muitos se referem ao Estado como se fosse equivalente a um indivíduo ou empresa. Como isso, ficam na perspectiva patrimonialista. A democracia é amiga do combate à corrupção. Ainda que esta seja um tema controverso pela existência de uma diversidade muito grande de práticas de governo, em linhas gerais é bastante razoável que se pense que a longo prazo a democracia favorece a queda dos níveis de práticas corruptas.
Para um governo ser eficiente, para a democracia ser eficiente, as pessoas têm que confiar nos governantes e em sua legitimidade. Há, hoje, um sentimento generalizado de que todo mundo na política é corrupto. Isto é muito corrosivo, devastador para a construção de uma democracia, além de semear o campo para o autoritarismo, para golpes militares, para que os ditadores assumam sob o argumento de que vão acabar com a corrupção. Por isso, é importante que os governantes assumam determinadas posturas para que sejam dadas demonstrações de que o problema está sendo encarado.
Autora: Thaynara Laureci Sagás, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
Dificuldades e melhorias para a sociedade
Pode-se dizer que a sociedade raramente teve um governante correto, pois são muitos os casos de corrupção. Vários políticos fazem lavagem de dinheiro e simplesmente quem engana o povo renuncia o cargo. Poucos são cassados, outros abrem mão do seu mandato e nas próximas eleições novamente são candidatos. O povo com “pouca memória” deixa o caso ser esquecido.
São inúmeros os casos de jovens de classe alta que são usuários de vários tipos de drogas e cometedores de crimes, mas o fato de terem dinheiro sempre os salva. Muitos pobres por mais inocentes que sejam permanecem na cadeia, enquanto outros matam, roubam e alguns dias depois já estão livres.
Pessoas sem dignidade, compradas por dinheiro e ambição, praticam crimes contra a sociedade pelo poder. Não somente o Brasil como os demais países necessitam de melhorias urgentes, pois já são décadas de corrupção que a justiça faz pouca questão de combater.
A sociedade precisa interagir e se unir para combater esse crimes. A justiça deve ser mais atenta, o povo precisa escolher melhor seus candidatos, os candidatos devem apresentar mais propostas de melhorias para a cidade e seus habitantes. Somente com bons candidatos, teremos uma sociedade melhor.
Autora: Bianca Silva, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
São inúmeros os casos de jovens de classe alta que são usuários de vários tipos de drogas e cometedores de crimes, mas o fato de terem dinheiro sempre os salva. Muitos pobres por mais inocentes que sejam permanecem na cadeia, enquanto outros matam, roubam e alguns dias depois já estão livres.
Pessoas sem dignidade, compradas por dinheiro e ambição, praticam crimes contra a sociedade pelo poder. Não somente o Brasil como os demais países necessitam de melhorias urgentes, pois já são décadas de corrupção que a justiça faz pouca questão de combater.
A sociedade precisa interagir e se unir para combater esse crimes. A justiça deve ser mais atenta, o povo precisa escolher melhor seus candidatos, os candidatos devem apresentar mais propostas de melhorias para a cidade e seus habitantes. Somente com bons candidatos, teremos uma sociedade melhor.
Autora: Bianca Silva, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
COMO SER CIDADÃO NUMA SOCIEDADE CORRUPTA?
Esta foi uma proposta de texto dissertativo-argumentativo produzida pelos alunos do 2º Ano. O tema foi amplamente debatido em sala de aula, levando-se em consideração as atuais questões de corrupção que permeiam o cenário do Congresso Nacional. Afinal de contas, é possível (e como) ser cidadão numa sociedade corrupta?
Procura-se a chave
Atualmente, em pleno século XXI, quando se idealiza um pensamento de fraternidade, respeito recíproco, extinção dos preconceitos, era digital, democracia, investimentos, lucros e globalização, esquece-se, ainda, de um continente que é sinônimo de paradoxo, contrariedades. Tanto é um continente cinematográfico, com seus safáris, paisagens e animais selvagens espalhados pela savana, quanto uma memória viva do período colonial e da escravidão, cuja mã-de-obra forçada perdurou por séculos.
África: continente tão rico e tão pobre. Talvez essa possa ser a forma mais sintética para relatar a realidade de um continente. Incontáveis vidas sacrificadas por causa das ambições dos países europeus. Tirados de sua terra, suas religiões, suas culturas, seu sangue, sua gente, os africanos sofrem as consequências desses atos bárbaros até hoje.
Porém, a África possui uma diversidade étnica ímpar. Possui diversos rituais, crenças, religiões, tradições e tem suas raízes espalhadas em vários lugares do mundo. Há países que possuem enorme influência africana em suas culturas. Na maioria das vezes, tem-se o continente africano relacionado à fome, pobreza, doenças sem cura, guerras e baixa expectativa de vida. Entretanto, por detrás desse olhar preconceituoso, há povos com culturas e tradições antiquíssimas que também têm sentimentos relevantes como amor, fraternidade, companheirismo.
Portanto, devem-se analisar as ideias formadas em relação ao continente africano, porque por trás de pensamentos preconceituosos existe um continente que possui uma riqueza enorme. Um verdadeiro tesouro. Basta abrir o baú.
Autor: Filemon S. de Andrade, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
África: continente tão rico e tão pobre. Talvez essa possa ser a forma mais sintética para relatar a realidade de um continente. Incontáveis vidas sacrificadas por causa das ambições dos países europeus. Tirados de sua terra, suas religiões, suas culturas, seu sangue, sua gente, os africanos sofrem as consequências desses atos bárbaros até hoje.
Porém, a África possui uma diversidade étnica ímpar. Possui diversos rituais, crenças, religiões, tradições e tem suas raízes espalhadas em vários lugares do mundo. Há países que possuem enorme influência africana em suas culturas. Na maioria das vezes, tem-se o continente africano relacionado à fome, pobreza, doenças sem cura, guerras e baixa expectativa de vida. Entretanto, por detrás desse olhar preconceituoso, há povos com culturas e tradições antiquíssimas que também têm sentimentos relevantes como amor, fraternidade, companheirismo.
Portanto, devem-se analisar as ideias formadas em relação ao continente africano, porque por trás de pensamentos preconceituosos existe um continente que possui uma riqueza enorme. Um verdadeiro tesouro. Basta abrir o baú.
Autor: Filemon S. de Andrade, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
Influência africana no Brasil
Atualmente, ainda existe muita preocupação quando o assunto é a África, isso ocorre devido à má educação das pessoas em relação aos afrodescendentes. Os povos africanos deveriam ser bem tratados pelos brasileiros, pois foram eles que enriqueceram a cultura de nosso país com danças, costumes, culinária, que aos poucos foram sendo modificados por nós.
Todos deveriam ter consciência de que não é a cor da pele que forma o caráter de cada cidadão e que todos devem ser respeitados igualmente na sociedade, independentemente de sua origem, mesmo porque a maioria dos brasileiros são descendentes de africanos.
Eles influenciaram a formação de nosso povo por meio da língua, de modo que ainda hoje são utilizadas diversas expressões africanas, as quais estão em nosso idioma desde a época da colonização. Fomos influenciados também por crenças religiosas, pelo folclore, mitos, lendas, tornando-se elementos indispensáveis na cultura brasileira.
Um modo encontrado para agradecer a esses povos pelos “serviços prestados” no início, pelo sacrifício que sofreram trabalhando em nossas terras quando foram trazidos como mão-de-obra escrava da África, foi a criação do Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de Novembro. Além disso, há um decreto do atual Presidente da República, o qual torna obrigatório o ensino da História e da cultura afro-brasileira nas escolas, como tentativa de reduzir ou abolir a discriminação racial no Brasil.
Autora: Caroline Silva, estudante do 1º Ano do Ensino Médio
Todos deveriam ter consciência de que não é a cor da pele que forma o caráter de cada cidadão e que todos devem ser respeitados igualmente na sociedade, independentemente de sua origem, mesmo porque a maioria dos brasileiros são descendentes de africanos.
Eles influenciaram a formação de nosso povo por meio da língua, de modo que ainda hoje são utilizadas diversas expressões africanas, as quais estão em nosso idioma desde a época da colonização. Fomos influenciados também por crenças religiosas, pelo folclore, mitos, lendas, tornando-se elementos indispensáveis na cultura brasileira.
Um modo encontrado para agradecer a esses povos pelos “serviços prestados” no início, pelo sacrifício que sofreram trabalhando em nossas terras quando foram trazidos como mão-de-obra escrava da África, foi a criação do Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de Novembro. Além disso, há um decreto do atual Presidente da República, o qual torna obrigatório o ensino da História e da cultura afro-brasileira nas escolas, como tentativa de reduzir ou abolir a discriminação racial no Brasil.
Autora: Caroline Silva, estudante do 1º Ano do Ensino Médio
Ao falarmos dos países africanos, logo nos vem em mente a pobreza, a escravidão (a qual é um grande fator histórico), a sua culinária, suas danças, seus rituais, o racismo e a religião. Todos esses itens fazem parte da longa história africana. A escravidão, por exemplo, não é um fato do passado e nem apenas de qualquer outra época da História. É uma “praga” que ainda persiste. Os escravos de hoje, geralmente são crianças e mulheres. Nos países africanos a escravidão, apesar de a porcentagem ter baixado, ainda continua. Eles trabalham em condições que talvez sejam até piores que as condições suportadas por escravos dos séculos passados. Têm uma história muito dolorosa. A escravidão é obscena. É mais do que roubar mão-de-bra – é roubar uma vida.
Se pensarmos na cultura brasileira, podemos notar que há traços da cultura africana, como a influência africana no samba (os batuques africanos), na escravidão que ainda persiste nas oportunidades desiguais (entre brancos e negros). Com relação ao racismo, fomos ensinados desde criança, a respeitar as diferenças, não sendo racistas e nem preconceituosos. Ensinar aos pequenos é importante, pois a educação faz a diferença.
Então, é importante não olhar a África como a terra da desigualdade, a terra negra (como muitos diziam). Mas, quando olharmos, devemos perceber que merecem detalhes, que sua cultura e política também fazem parte da nossa História, para entendermos que a cultura africana realmente está em nosso dia-a-dia.
Autora: Luayra de Sá Santos, estudante do 1º Ano do Ensino Médio
Se pensarmos na cultura brasileira, podemos notar que há traços da cultura africana, como a influência africana no samba (os batuques africanos), na escravidão que ainda persiste nas oportunidades desiguais (entre brancos e negros). Com relação ao racismo, fomos ensinados desde criança, a respeitar as diferenças, não sendo racistas e nem preconceituosos. Ensinar aos pequenos é importante, pois a educação faz a diferença.
Então, é importante não olhar a África como a terra da desigualdade, a terra negra (como muitos diziam). Mas, quando olharmos, devemos perceber que merecem detalhes, que sua cultura e política também fazem parte da nossa História, para entendermos que a cultura africana realmente está em nosso dia-a-dia.
Autora: Luayra de Sá Santos, estudante do 1º Ano do Ensino Médio
A sociedade e o continente africano
Muitas das vezes em que é citado o continente africano, a sociedade acaba imaginando um país onde só se tem pobreza. Isso ocorre pela falta de informação por parte do indivíduo ou até mesmo devido à omissão da mesma por parte da imprensa.
Sempre houve muitos preconceitos com relação ao continente africano, seja pela sua etnia, cultura, seja também pela falta de estrutura de alguns países situados no continente. O racismo é um problema que acompanha africanos e também seus descendentes até mesmo nos dias atuais, quando se é dito que problemas desse tipo já não existem.
No Brasil, grande parte da população é formada por afrobrasileiros, pessoas que convivem diariamente com o preconceito devido a sua descendência, pois muitas vezes são taxados como marginais. Mediante situações desse tipo que autoridades deveriam intervir abrindo os olhos da população, que é ingênua a ponto de julgar as pessoas pelo simples fato de serem “diferentes” do ponto de vista de alguns indivíduos.
Para que essa situação seja revertida, deve-se olhar o continente africano de uma outra forma, começando pelo fato de que trata-se de um continente composto por vários países e não por apenas um enorme país. Deve-se levar em consideração que os países existentes na África são países que possuem pobreza, assim como qualquer outro país, porém, nesse continente encontram-se também vários países que estão em constante crescimento, pois a África é um continente que possui muitas riquezas econômicas e culturais.
Autor: Filipe Lopes, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
Sempre houve muitos preconceitos com relação ao continente africano, seja pela sua etnia, cultura, seja também pela falta de estrutura de alguns países situados no continente. O racismo é um problema que acompanha africanos e também seus descendentes até mesmo nos dias atuais, quando se é dito que problemas desse tipo já não existem.
No Brasil, grande parte da população é formada por afrobrasileiros, pessoas que convivem diariamente com o preconceito devido a sua descendência, pois muitas vezes são taxados como marginais. Mediante situações desse tipo que autoridades deveriam intervir abrindo os olhos da população, que é ingênua a ponto de julgar as pessoas pelo simples fato de serem “diferentes” do ponto de vista de alguns indivíduos.
Para que essa situação seja revertida, deve-se olhar o continente africano de uma outra forma, começando pelo fato de que trata-se de um continente composto por vários países e não por apenas um enorme país. Deve-se levar em consideração que os países existentes na África são países que possuem pobreza, assim como qualquer outro país, porém, nesse continente encontram-se também vários países que estão em constante crescimento, pois a África é um continente que possui muitas riquezas econômicas e culturais.
Autor: Filipe Lopes, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
A IMPORTÂNCIA DE SE TER UM OUTRO OLHAR SOBRE A ÁFRICA
Este tema foi trabalhado pelo professor Tiago como proposta de texto dissertativo-argumentativo para as três séries do Ensino Médio. Trata-se de uma reflexão para que o público escolar possa conhecer a África para além dos estereótipos veiculados, muitas vezes, pelos meios de comunicação. Temas como a história, a cultura, o racismo e a política dos países africanos, e também a sua presença na cultura afro-brasileira, foram debatidos em sala de aula. Pretende-se, com isso, superar lugares comuns e transpor visões redutoras, oferecendo um outro olhar sobre a África. Conhecimento e informação podem, assim, trabalhar a favor da construção de redes de solidariedade transnacionais, e contra o preconceito e a desigualdade.
Esperamos que leiam o texto do aluno Filipe Lopes (2º Ano) intitulado "A sociedade e o continente africano", no qual o estudante consegue mostrar domínio do tema trabalhado em sala de aula.
Esperamos que leiam o texto do aluno Filipe Lopes (2º Ano) intitulado "A sociedade e o continente africano", no qual o estudante consegue mostrar domínio do tema trabalhado em sala de aula.
Preservação da natureza
Há muito tempo a questão ambiental tornou-se uma preocupação mundial, pois todas as nações do mundo passaram a reconhecer a importância da preservação da natureza. Entretanto, os problemas ambientais exigem soluções que busquem resolvê-los a partir de seus próprios efeitos.
O meio ambiente é algo muito importante para a sobrevivência de toda a humanidade e a degradação do ecossistema compromete a qualidade de vida da sociedade, por isso temos a obrigação de desenvolver projetos e ideias que estejam em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, para que futuras gerações tenham a chance de existir e viver de acordo com suas necessidades. Observamos com muita frequência ameaças às fontes de energia hidroelétrica, através das secas, e o aquecimento global que provoca oscilações climáticas e prejudica a produção de alimentos.
Com muitas consequências vistas no nosso cotidiano, devemos ter consciência de que o cuidado com o meio-ambiente é um processo educativo que começa em casa, com a seleção dos resíduos sólidos para que tenham destinação específica. Se habitualmente realizarmos atitudes como esta e, além disso, evitarmos a queima de combustíveis fósseis e o lançamento de gases poluidores, conseguiremos reeducar nossos costumes que, com certeza, farão a diferença para as futuras gerações.
Autora: Amanda M. Kloppel, estudante do 3º Ano do Ensino Médio
O meio ambiente é algo muito importante para a sobrevivência de toda a humanidade e a degradação do ecossistema compromete a qualidade de vida da sociedade, por isso temos a obrigação de desenvolver projetos e ideias que estejam em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, para que futuras gerações tenham a chance de existir e viver de acordo com suas necessidades. Observamos com muita frequência ameaças às fontes de energia hidroelétrica, através das secas, e o aquecimento global que provoca oscilações climáticas e prejudica a produção de alimentos.
Com muitas consequências vistas no nosso cotidiano, devemos ter consciência de que o cuidado com o meio-ambiente é um processo educativo que começa em casa, com a seleção dos resíduos sólidos para que tenham destinação específica. Se habitualmente realizarmos atitudes como esta e, além disso, evitarmos a queima de combustíveis fósseis e o lançamento de gases poluidores, conseguiremos reeducar nossos costumes que, com certeza, farão a diferença para as futuras gerações.
Autora: Amanda M. Kloppel, estudante do 3º Ano do Ensino Médio
O valor do verde para uma sociedade capitalista
Desde seu “descobrimento”, o Brasil já impressionava por sua infinitude de riquezas naturais, paisagens cinematográficas, biodiversidade e potencial mineral, que foi o primeiro grande alvo dos roubos e da exploração dos portugueses à Ilha de Vera Cruz. Hoje, não é diferente também, pois estão destruindo a “mãe natureza”. Porém, agora quem está destruindo é o próprio povo brasileiro, já que o dinheiro, para a maioria, é a prioridade.
O Brasil possui um dos maiores e mais belos litorais do mundo, recheado de belíssimas praias, montanhas, florestas, cachoeiras e por isso destino de turistas de todo o mundo. Entretanto, isso tudo pode acabar se a população não assumir o compromisso de defender a natureza e continuar assassinando-a aos poucos. É preciso pensar de forma sustentável, esquecer um pouco do presente, deixar a ambição de lado e pensar no futuro, para que a natureza esteja viva.
As pessoas, em sua maioria, são muito egoístas, pois pensam apenas em si e se esquecem do futuro e da natureza. As ideias sustentáveis abominam tais posicionamentos, porque pensar de modo sustentável é refletir nas consequências, é enxergar a longo prazo. Portanto, há o conflito Capitalismo versus Sustentabilidade, porque os pensamentos capitalistas, quase sempre gananciosos, atropelam a sustentabilidade, que coloca a natureza em primeiro plano.
A tecnologia evolui demais, contudo, pouco dessa evolução é em prol da natureza. Dessa forma, é necessário o investimento em, por exemplo, novas fontes de energia que não agridam drasticamente o meio-ambiente. A exploração sempre vai existir, mas as agressões têm que acabar. Não se pode excluir a natureza da sociedade, e o ser humano faz parte dele e é inteiramente dependente.
As belezas naturais brasileiras seriam muito mais esplêndidas se o alicerce da sociedade fosse a sustentabilidade, ou seja, se houvesse o cuidado com a natureza, a preservação, a recuperação e a presença de um pensamento que a priorize. É necessário ter a natureza “em pé”. Afinal, sem Ela, o ser humano não é nada!
Autor: Filemon S. de Andrade, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
O Brasil possui um dos maiores e mais belos litorais do mundo, recheado de belíssimas praias, montanhas, florestas, cachoeiras e por isso destino de turistas de todo o mundo. Entretanto, isso tudo pode acabar se a população não assumir o compromisso de defender a natureza e continuar assassinando-a aos poucos. É preciso pensar de forma sustentável, esquecer um pouco do presente, deixar a ambição de lado e pensar no futuro, para que a natureza esteja viva.
As pessoas, em sua maioria, são muito egoístas, pois pensam apenas em si e se esquecem do futuro e da natureza. As ideias sustentáveis abominam tais posicionamentos, porque pensar de modo sustentável é refletir nas consequências, é enxergar a longo prazo. Portanto, há o conflito Capitalismo versus Sustentabilidade, porque os pensamentos capitalistas, quase sempre gananciosos, atropelam a sustentabilidade, que coloca a natureza em primeiro plano.
A tecnologia evolui demais, contudo, pouco dessa evolução é em prol da natureza. Dessa forma, é necessário o investimento em, por exemplo, novas fontes de energia que não agridam drasticamente o meio-ambiente. A exploração sempre vai existir, mas as agressões têm que acabar. Não se pode excluir a natureza da sociedade, e o ser humano faz parte dele e é inteiramente dependente.
As belezas naturais brasileiras seriam muito mais esplêndidas se o alicerce da sociedade fosse a sustentabilidade, ou seja, se houvesse o cuidado com a natureza, a preservação, a recuperação e a presença de um pensamento que a priorize. É necessário ter a natureza “em pé”. Afinal, sem Ela, o ser humano não é nada!
Autor: Filemon S. de Andrade, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
Patrimônios Naturais
A criação de áreas naturais protegidas pelo poder público com o propósito de conservar a natureza representa um capítulo recentemente colocado na história da humanidade.
O Brasil, considerado um dos três países de maior diversidade biológica do mundo, teve a preocupação com a conservação da natureza iniciada por volta da década de 30, quando a Constituição de 1934 estabelecia a seguinte lei: “Proteger as belezas naturais e os monumentos de valor histórico ou artístico”.
As espécies brasileiras são dignas de todo o respeito e cuidado, pois são os últimos redutos em que se objetiva isentar os processos evolutivos da Terra das perturbações humanas. Além disso, nelas estão guardadas as belezas cênicas que inspiram e reciclam o espírito humano e são as principal herança de capital natural para as presentes e futuras gerações.
Um dos segmentos do turismo que teve seu ritmo de crescimento acelerado nos últimos anos foi o ecoturismo. O Brasil precisa atentar-se para esta mudança, pois regiões brasileiras onde o turismo está baseado em “sol e praia” têm grande potencial de oferecer aos visitantes, nacionais ou internacionais, atrativos naturais maravilhosos, mas é preciso se apropriar de toda essa beleza sem agredi-la.
Autora: Bruna Delanlho, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
O Brasil, considerado um dos três países de maior diversidade biológica do mundo, teve a preocupação com a conservação da natureza iniciada por volta da década de 30, quando a Constituição de 1934 estabelecia a seguinte lei: “Proteger as belezas naturais e os monumentos de valor histórico ou artístico”.
As espécies brasileiras são dignas de todo o respeito e cuidado, pois são os últimos redutos em que se objetiva isentar os processos evolutivos da Terra das perturbações humanas. Além disso, nelas estão guardadas as belezas cênicas que inspiram e reciclam o espírito humano e são as principal herança de capital natural para as presentes e futuras gerações.
Um dos segmentos do turismo que teve seu ritmo de crescimento acelerado nos últimos anos foi o ecoturismo. O Brasil precisa atentar-se para esta mudança, pois regiões brasileiras onde o turismo está baseado em “sol e praia” têm grande potencial de oferecer aos visitantes, nacionais ou internacionais, atrativos naturais maravilhosos, mas é preciso se apropriar de toda essa beleza sem agredi-la.
Autora: Bruna Delanlho, estudante do 2º Ano do Ensino Médio
Sustentabilidade
O que mais se ouve em notícias e propagandas, tanto em rádio como em televisão, é a questão da sustentabilidade. O resultado do desmatamento e das queimadas afeta a qualidade de vida do ser humano, pelo fato da fumaça liberada pelas queimadas só facilitar e acelerar o ciclo do aquecimento global.
As empresas que adotam o método sustentável como marketing passa para as pessoas uma imagem totalmente diferente do que se imagina. As empresas passam para o público a informação que desmatam, mas que recuperam a floresta desmatada. Elas passam a informação de que estão replantando, mas não informam que espécie de árvore é utilizada. Muitas vezes, essas empresas desmatam uma floresta de araucária e fazem o replantio com eucalipto, ou seja, retiram a mata original e substituem por outra que não é apropriada, afetando o habitat da região.
Se não houver conscientização acerca desse tema, o que a geração do presente deixará será um solo pobre e uma atmosfera poluída, resultando numa biosfera totalmente alterada. O desenvolvimento sustentável não atingiu um nível concreto de aplicabilidade em suas perspectivas, ou seja, parece ser um projeto que todos apreciam, mas que ninguém coloca em prática.
Para aplicação, pelo menos parcial, de uma política de desenvolvimento sustentável, é preciso que o governo crie condições favoráveis para aquelas pessoas que vivem da atividade extrativista, incentivando o ecoturismo e qualquer atividade que possa gerar renda e que, ao mesmo tempo, essa renda dependa da conservação do meio-ambiente. No entanto, podem-se criar, para diminuir os impactos provocados pela ação humana, alternativas menos degradáveis, como é o caso dos biocombustíveis, das lavouras sem agrotóxicos e do uso da energia eólica.
Autor: Rafael Fleixher da Silva, estudante do 3º Ano do Ensino Médio
As empresas que adotam o método sustentável como marketing passa para as pessoas uma imagem totalmente diferente do que se imagina. As empresas passam para o público a informação que desmatam, mas que recuperam a floresta desmatada. Elas passam a informação de que estão replantando, mas não informam que espécie de árvore é utilizada. Muitas vezes, essas empresas desmatam uma floresta de araucária e fazem o replantio com eucalipto, ou seja, retiram a mata original e substituem por outra que não é apropriada, afetando o habitat da região.
Se não houver conscientização acerca desse tema, o que a geração do presente deixará será um solo pobre e uma atmosfera poluída, resultando numa biosfera totalmente alterada. O desenvolvimento sustentável não atingiu um nível concreto de aplicabilidade em suas perspectivas, ou seja, parece ser um projeto que todos apreciam, mas que ninguém coloca em prática.
Para aplicação, pelo menos parcial, de uma política de desenvolvimento sustentável, é preciso que o governo crie condições favoráveis para aquelas pessoas que vivem da atividade extrativista, incentivando o ecoturismo e qualquer atividade que possa gerar renda e que, ao mesmo tempo, essa renda dependa da conservação do meio-ambiente. No entanto, podem-se criar, para diminuir os impactos provocados pela ação humana, alternativas menos degradáveis, como é o caso dos biocombustíveis, das lavouras sem agrotóxicos e do uso da energia eólica.
Autor: Rafael Fleixher da Silva, estudante do 3º Ano do Ensino Médio
CONCURSO DE REDAÇÃO - I FEIRA DO LIVRO e I MOSTRA DE TEATRO DA COMARCA DE BIGUAÇU
Objetivo do Concurso: Desenvolver o pensamento, a pesquisa, a criatividade, a originalidade e o raciocínio de alunos de escolas públicas e privadas, valorizando a produção de textos, através da reflexão sobre: "Como valorizar as belezas do Brasil de modo sustentável".
Desenvolvimento do Tema:
O Brasil é repleto de belezas e recursos naturais, e usufruir dessas riquezas sem degradá-las não é uma tarefa fácil. Para isso, devemos reconhecer que os recursos naturais que embelezam e garantem a vida e a riqueza do nosso planeta são finitos, isto é, se não usarmos com responsabilidade poderão se esgotar.
Valorizar as belezas do país é utilizá-las baseando-se no conceito de sustentabilidade, que abrange preservação, recuperação e educação ambiental. Esse compromisso não é apenas dos governantes, mas de todos os indivíduos comprometidos em suprir as necessidades da geração atual sem prejudicar a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.
A seguir, temos as cinco melhores redações que foram escolhidas para representar o Colégio Incentivo na categoria Ensino Médio. Seus autores são: Amanda M. Kloppel (3º Ano), Rafael Fleixher da Silva (3º Ano), Bruna Delanlho (2º Ano), Filemon S. de Andrade (2º Ano) e Jéssika Melo (1º Ano).
Desenvolvimento do Tema:
O Brasil é repleto de belezas e recursos naturais, e usufruir dessas riquezas sem degradá-las não é uma tarefa fácil. Para isso, devemos reconhecer que os recursos naturais que embelezam e garantem a vida e a riqueza do nosso planeta são finitos, isto é, se não usarmos com responsabilidade poderão se esgotar.
Valorizar as belezas do país é utilizá-las baseando-se no conceito de sustentabilidade, que abrange preservação, recuperação e educação ambiental. Esse compromisso não é apenas dos governantes, mas de todos os indivíduos comprometidos em suprir as necessidades da geração atual sem prejudicar a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.
A seguir, temos as cinco melhores redações que foram escolhidas para representar o Colégio Incentivo na categoria Ensino Médio. Seus autores são: Amanda M. Kloppel (3º Ano), Rafael Fleixher da Silva (3º Ano), Bruna Delanlho (2º Ano), Filemon S. de Andrade (2º Ano) e Jéssika Melo (1º Ano).
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